SAUDAÇÕES, EU SOU O NLANDO TONA
No dia 06/03/2016 postamos a minha primeira crónica no Blog Soyo Musik - Liberdade Carnalesca. Fantástico, muitas expectativas em volta do texto, ideias ilusórias. Fantasia. Fruto de uma parceria verbalmente acordada com o administrador principal do Blog, O Sr. Francta Konde. O Francta, um daqueles gajos que conhecia apenas pelas redes sociais, uma pessoa proativa e extremamente motivadora, porém , inconsequente e, as vezes muito barulhenta mas, o certo é que partilhei momentos incríveis com ele, principalmente no que tange a divulgação de textos e músicas de minha autoria.
Durante um tempo considerável, juntos (com a equipa do Blog) levamos aos leitores um conjunto de testemunhos/reflexões no formato Crónica para apreciação gratuita do público. Uma experiência fenomenal que levarei certamente ao túmulo. Uma actividade valorizada por alguns e menosprezadas por outros; os primeiros reconhecem o valor de texto, valorizam o sacrifício e a entrega do escritor ao escrito, sacrificam-se pra compreender a metamorfose do homem que se torna escrita, quanto aos segundos, estes acham que o exercício da escrita é uma prática leviano, eles também podem, só não escrevem.
Na verdade, não sei dizer com firmeza se aquele texto inicial pode/poderia considerar-se crónica, considerando os erros gráficos visivelmente expostos nele, começando pelo título "Liberdade Carnalesca".
A crónicas é uma escrita exigente e cuidadosamente perfeita, uma crónica deve obdecer ao pé da letra as regras, tanto gramaticais como as do gênero literário - informação, formação e autenticidade.
Eu apenas escrevia. Movido por uma vontade de expor os meus devaneios. Se calhar, a verdade da minha escrita seja a fome de atenção, a necessidade de ser aprovado pelo público ou, ser compreendido apenas pelo leitor, se realmente existir um público nestes tempos rápidos - sem desprimor àqueles que lêem os meus textos, aquém agradeço de coração aberto e repleto de gratidão, mas não é este o ponto desta crónica, a escrita é mesmo assim, adora fazer o escritor perder-se nela. As vezes penso que as letras escrevem o escritor em vez do escritor escreve-las. Afinal quem faz os escritor se não os seus escritos?
Quando aceitei o desafio de escrever semanalmente um texto para o Blog Soyo Musik admito que fui imprudente. Convencido e descuidado, fruto da presunçã, eu era um novato, o que esperavam?
O entusiasmo é uma cena incrível, mas afinal, a vida não é mesmo assim? Errar e aprender, aprender e arrar? Um ciclo vicioso. Não sei como você vive a sua vida, no final o que importa, se a humildade vive na forma como enfrentamos os nossos desafios? "respeitar o oponente para que ele te respeite" não é esta a maior das humildes providências?
Lembro-me da preocupação semanal, dia à pois dias, tentando encontrar idéias certas, palavras concretas, vivências, novas e dignas de serem passadas à papel, despois de bem estudadas partilha-las com o respeitável leitor, obdecendo religiosamente os princípios da humildade literal, mas, a vida é como ela é, repleta de surpresas, entre elas, o romper do compromisso, os motivos, estes pouco importam, é que, na vida como na guerra as razões chegam sempre tarde.
Escrever é uma medida libertadora. O homem que escreve liberta-se. As prisões muitas vezes são mentais. Escrever é dispir-se do ego, pois o leitor definirá/julgará o escritor apartir do seu escrito.
Escrever é um acto sagrado. O escritor pára o tempo no seu papel. Cria tempo no papel e encontra um papel para o tempo, embora os computadores, Tablets e os telefones sejam mais praticos, nos tempos atuais. Os escritores devem ser respeitados/apoiados, melhor, os promotores de Cultura(dos artistas aos promotores de evento) merecem o nosso apreço e apoio.
Quem promove a Cultura, promove o povo. Um povo não se resume as pessoas: a terra (sua história e tradição), a fala (seu modo de expressar e a escolhe de palavras), a dança e o canto também são partes de um povo.
Portanto, nos juntemos na divulgação do nosso povo. Devemos Sim criticar mas, melhor que criticar é insentivar. Se nós insentivarmo-nos uns aos outros seremos muito mais fortes, afinal, Ubuntu é uma filosofia africana. Pedrão, perdi-me outra vez. Entretanto, saudo-te respeitável leitor, eu sou o Nlando Tona e está é uma crónica para dar início à uma nova temporada de reflexões e inflexões daquilo que é a nossa realidade.

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