AS DUAS FACES DE UM Z
As sociedades sĂŁo
vistas por aquilo que oferecem e os budistas, acreditarem que vida Ă© um ciclo,
ou que, as coisas simplesmente acontecem obedecendo sua prĂłpria natureza, o
sorriso e chora sĂŁo faces da mesma moeda, satisfazem apenas os caprichos de um
ciclo contĂnuo chamado tempo.
Com o tempo,
acostumamo-nos assistir a morte lenta da cultura dos Bassolongo mas, a semana
finda serviu como uma almofada de ar fresco. Uma demonstração de que nunca
morremos. Por mais que tentem continuamos de pé firme, por cima deste solo rico
e debaixo de céu que viu nossas mães criar.
Os mais atentos
acompanharam pelos meios de difusĂŁo a intelectualidade exposto por um soldado –
Nsolongo, servindo uma causa maior na Celebre
Batalha do Cuito Cuanavale. Fruto da sua memĂłria e da capacidade cognitiva,
este Ilustre Soldado compilou suas experiĂŞncias enquanto cumpria o dever
patriĂłtico e partilhou com o mundo para que este possa extrair valĂŞncias,
desfruta-las e estuda-las, pois partilhar experiĂŞncias acaba por ser o acto de
ensinar mais humano.
Com a publicação
do Livro, Celebre Batalha do Cuito
Cuanavale, memórias de um soldado, o ilustre José (Z) Nkai leva para a
bancada cultural do Soyo/Zaire/Angola um produto dissemelhante. O mais
importante para um povo. A intelectualidade serve todas as gerações com quem
tem contacta. O nosso povo Ă© pensante. O Z mostrou.
Porém, o tempo
mostrou mais uma vez que, se por um lado o Z dá cultura, o outra Z retira-a. O
Z da cultura é um assassino de cultura profissional. Graças ao Z sem Cultura a
nossa cultura Ă© morta ou quase.
Já passam mais de
10 anos que este vĂrus Z, impregnado na espinha dorsal da cultura dos Bassolongo,
infecta o sistema imunolĂłgico da arte do Nsolongo, impedindo-o desenvolver.
Este vĂrus está em todos os cantos. É sĂł olharmos para o silĂŞncio. Olhemos bem
este silĂŞncio ensurdecedor. Esta ausĂŞncia de arte no municĂpio. Este massacre cultural,
este processo lento e silencioso que faz esmorecer os corações, envelhecer os
olhos dos meninos e nos ensina a perder crença no futuro da nossa terra.
Temos fazedores de
cultura no municĂpio e com muita boa qualidade. No entanto, sĂŁo desconsiderados
e jogados ao mais escuro silĂŞncio. Nosso problema maior cultural chama-se vĂrus
Z. Tirem-no da cultura. Cansámos da hecatombe resultante da sua mais elegante incompetência.
As culturas
sobrevivem enquanto se mantiverem produtivas, no entanto, a causa da nossa
improdutividade chama-se Z mas, como tem duas faces, limpou-nos a vergonha com
uma demonstração intelectual.
Texto: Nlando Tona
Foto: Nlando Tona

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